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domingo, 14 de março de 2010

Surtando

Saca

quando canções

não me dizem mais nada

abstratos angustiados

debaixo de uma camiseta de grife

sobre um amor danado

que a Amy não resolve

eu

olho pela janela

vendo o cubismo de Picasso

surgir do cubismo de Braque

e se quebrar pelas esquinas

formigantes

pelas luzes

que ainda cantam para

o mundo menos

para mim

que não escuto, nem sinto

além de um acorde depois do outro

sem que o meu ouvido registre

um ai

Aí

então

sinto que é preciso

inventar um som precioso

apaixonicizante por alucinismos

e grito como Munch desesperos

Bachbatanas Bachbarrizando

e a razão some pro nada

pedindo socorro ou

por sangue

nas veias excitadas

mineiras ou argentinas

ourisanécticas matissinianas

goyastrais adMiróticas

poetronizéptycas

onde faço faloniciróferas

onde encontro o amor

poltronizado

e

logo

Duchamp canta

no espaço colorido

tecniramificando as sensactions

enquanto eu janto Dubuffet

doces formigas de Dali

como um tubarão

que tem uma jaws abocanhante

como a curvatura pi da terra

com suas pirâmides hieroglificas

e figuras hieráticas

que essas

sim

mandam beijinhos

por debaixo das colunas

e do nariz do sacerdote

como uuummmmmmmmmm

smaaaaaccccckkkkkkk

kkkkk!!!!!!!!!!

!!!!!

!!!

!